Cheiro de livro novo: Harry Potter e a Pedra Filosofal

Título: Harry Potter e a Pedra Filosofal
Autora: J. K. Rowling
Páginas: 223
Editora: Rocco
Série: Harry Potter #1
Próximo: Harry Potter e a Câmara Secreta
Avaliação: 5/5

Boa tarde, leitores! Como vão? Quero compartilhar com vocês que eu comecei a participar de um clube do livro! Fiquei muito animada, porque sempre quis participar de alguma coisa assim, porém, como sou muito lerdinha para ler, achei que não fosse dar certo. Mas quando minha cunhada me convidou, junto com uns amigos, decidi ver como seria. E para começar, escolheram a série Harry Potter. Eu nunca li a série inteira e confesso que, quando li, foi uma bagunça, li fora de ordem, enfim... Então acho que vai ser uma experiência bem interessante reler e ler esses livros tão queridos. O primeiro volume foi o último que eu li (isso mesmo hahaha) e isso já faz mais de 10 anos. Então foi divertido entrar novamente nesse enredo.

"— A verdade — suspirou Dumbledore — é uma coisa bela e terrível, e portanto deve ser tratada com grande cautela."

Harry Potter tem uma vida bem sem graça. Seus pais morreram em um acidente de carro quando era somente um bebê e, desde então, vive com os tios, Petúnia e Válter Dursley, e o primo, Duda, que tem quase a sua idade. Porém, sua família o considera um estorvo, fazendo o possível para deixar bem claro que estão fazendo um favor em deixá-lo morar ali. Portanto, o espaço que lhe é destinado na casa é o armário embaixo da escada, suas roupas sempre são os sacos velhos que não servem mais em Duda e, quando não está ajudando nas tarefas domésticas, sua função é ficar trancado no quarto em silêncio, fingindo que não existe.

"— É... é verdade? — gaguejou a professora. — Depois de tudo o que ele fez... todas as pessoas que matou... não conseguiu matar um garotinho? É simplesmente espantoso... de tudo que poderia detê-lo... mas, por Deus, como foi que Harry sobreviveu?
— Só podemos imaginar — disse Dumbledore. — Talvez nunca cheguemos a saber."

Para felicidade de Harry, tudo muda no seu décimo primeiro aniversário. Após receber centenas de misteriosas cartas que seu tio o proibira de ler e de ser arrastado junto com a família para um local distante, triste e solitário, ele recebe a improvável visita de Rúbeo Hagrid, que se apresenta como um funcionário de Hogwarts. E então tudo é revelado.

Harry na verdade é um bruxo, o que justifica uma série de acontecimentos inexplicáveis que já vivenciou. Seus pais foram mortos por um um poderoso bruxo das trevas e agora ele está sendo convidado para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e completar sua formação de magia.

Na escola, o menino fará amigos, descobrirá coisas sobre si mesmo e o mundo que jamais imaginara e aprenderá que a magia não traz somente facilidades e alegrias, mas também traz responsabilidades e perigos na mesma proporção.

"(...) Sempre chame as coisas pelo nome que têm. O medo de um nome aumenta o medo da coisa em si."

Harry é um menino inteligente e que descobre ter mais habilidades do que esperava para alguém que nem sabia que magia existia. Sua vida no mundo bruxo é o completo oposto do que era com os tios. Antes era alguém que deveria ser invisível, que não tinha vida social, que não fazia nada além de existir; agora é uma criança famosa, que todos querem ver e conhecer, cercado de pessoas que querem o seu bem e até com algumas inimizades também. Ele faz amizade instantaneamente com Rony Weasley e ver essa amizade surgir é uma sensação muito agradável, porque lembra como o relacionamento das crianças é leve, puro e fácil. A amizade com Hermione Granger demorou mais para frutificar, mas também é divertida de acompanhar. Sim, ela chega a ser bem irritante em alguns momentos! Haha

"(...) Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver, lembre-se. (...)"

Reler esse livro foi como um retorno para a infância. Confesso que a premissa da história não me atrairia hoje em dia (sério, a sinopse parece uma chamada de filme da sessão da tarde 🙈), mas é muito gostosinha de ler. J. K. foi muito criativa com o mundo que criou e, apesar do livro não revelar ainda muito sobre o que vamos encontrar ao longo da caminhada de Harry, é o suficiente para atrair o leitor, tanto os jovens, por ter uma linguagem dinâmica e fácil, quanto os mais velhos, que já sabem como a leitura se tornará intensa conforme novas aventuras forem acontecendo. Sempre achei genial a jogada dela com a evolução da narrativa junto com o crescimento dos leitores, na época do lançamento dos livros.

O livro é narrado em terceira pessoa, o que, confesso, achei um pouquinho estranho, porque estou muito acostumada a esses livros com protagonista herói serem narrados por ele próprio. Mas de forma alguma isso atrapalha a leitura ou impede o leitor de se sentir próximo do personagem.

A diagramação do livro é bem simples. A edição que eu tenho é uma com a capa antiga e sem orelhas. As folhas são brancas, as fontes usadas são confortáveis e os capítulos são bem divididos. A revisão está ótima, lembro de encontrar pouquíssimos erros de digitação, e a tradução também está muito boa, apesar de eu ter estranhado algumas palavras usadas durante a leitura, mas nada relevante.

Para concluir, reler uma história assim, que a gente carrega há anos no coração, sempre dá uma sensação agradável, porque parece transportar para uma outra época. É uma leitura que eu recomendo, não apenas porque é um clássico, mas também por ser uma história ótima e capaz de encantar diversas gerações de leitores, principalmente quem está iniciando no mundo da leitura, por ser leve e fluida. 
Agora me diz você, Harry Potter também fez parte da sua vida de alguma forma?


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