Entrevista com autor #6 Rennan Andrade


Boa noite galera, para fechar a semana de divulgação de "A Verdadeira Morte" com chave de ouro hoje temos uma entrevista com o autor, Rennan Andrade!

1) Como descobriu o prazer pela leitura e pela escrita?
R: Primeiramente muito obrigado por me receber Isabela, é um enorme prazer. Bem, quando criança eu lia muitas revistas em quadrinhos, principalmente aquelas da Disney, e esse foi um hobby muito frequente na minha infância e os meus primeiros passos dentro do mundo literário. Eu posso dizer que comecei a escrever dentro das fanfics mais ou menos aos meus onze, doze anos de idade, e de lá pra cá muitas coisas mudaram. Porém, eu sempre faço questão de dizer o quanto elas foram necessárias para que eu começasse a engatinhar dentro da literatura. Foi o meu ponto de partida, a minha rota de fuga e o meu primeiro contato com a escrita, e sou muito grato ao Nyah! Fanfiction (site onde eu publicava) por possibilitar que isso acontecesse.

2) Fale um pouco sobre os seus livros “A Verdadeira Morte ” e "A Luz de cada Mundo".
R: A Verdadeira Morte é uma coletânea de contos dramáticos que fala sobre experiências que nos levam a apreciar mais a vida, enquanto A Luz de Cada Mundo conta a história de dois jovens distintos com a missão de salvar mundos desconhecidos - além de seu próprio mundo. Um livro de fantasia.
Acho que cada gênero teve suas dificuldades, pois escrever A Luz de Cada Mundo significava escrever um universo inteiro do zero, enquanto escrever A Verdadeira Morte significava que eu teria que me limitar a um número relativamente pequeno de palavras, algo que eu nunca havia feito. Ambos são experiências totalmente diferentes entre si, mas eu fico feliz de poder ter feito os dois.

3) Como foi a decisão de publicar uma antologia de contos? Sempre escreveu contos?
R: Não, nunca escrevi contos, foi mais uma coisa que veio “de momento”. Eu estava lendo muitos contos na época então me veio a vontade de escrever alguns, o que foi algo que deu realmente certo.

4) Qual seu conto ou personagem favorito da antologia?
R: Gostei da pergunta Isa haha.
Bem, entre os contos eu ficaria com Grito (de Guerra) ou Renascer. O primeiro porque eu considero que a mensagem que ele passa sobre o suicídio é uma das melhores da coletânea, e o segundo porque creio que ele seja a chave de ouro que fecha a antologia de maneira plena, num final nem triste e nem feliz, mas um final "de acordo" e verdadeiro.
Já quanto ao personagem, eu fico com o Guilherme de A Caminhada. Eu tenho uma certa intimidade com esse personagem por conta do momento que ele está passando, que é bem parecido com o meu. As duvidas de como prosseguir com a vida meio que estão me caçando nos ultimos meses.

5) Existe alguma história por trás de algum dos contos? Gostaria de compartilhar conosco?
R: Eu diria que 75% dos contos têm alguma história por trás. Grito (de Guerra) é a historia real que um amigo meu viveu, Milagres e Não se Mova tem diversas historias por trás de ambos que formam um só conto, e Orgulho e Paciência é a perspectiva feminina de uma história que eu vivi. É um livro de drama, relatos, auto-ajuda e contos, tudo ao mesmo tempo.

6) Seu primeiro livro, A Luz de Cada Mundo, é uma fantasia contemporânea, por que decidiu fazer uma antologia dramática?
R: Foi o que me ocorreu.
Eu amo fantasia e com certeza quero trabalhar mais nesse gênero, mas depois de tanto tempo focando no universo de Ryze e Chloe, eu acho que senti a necessidade de focar no que há ao meu redor novamente. Sempre me interessei por drama, pela natureza humana, então escrever foi natural, porém difícil.

7) Queremos spoiler! rs Possui algum projeto novo em mente?
R: A Luz de Cada Mundo II. Eu sinto mais do que nunca a necessidade de escrevê-lo para continuar a historia de Ryze. Digamos que eu escrevi o primeiro com a historia do segundo já em mente, então não considero o meu trabalho completo nesse universo. Também tenho mais alguns projetos, mas estão todos parados no momento. O meu foco atual é levar A Verdadeira Morte até as pessoas e então voltar a escrever A Luz de Cada Mundo II. Sim, já comecei a escrever.

8) Tem algum gênero que você não se imagina escrevendo?
R: Eu não quero me prender a nenhum gênero. Porém, pelo menos no momento, romances eróticos estão fora de questão. Não por nenhum preconceito, é só que eu não acredito que eu possa passar as mensagens que quero do jeito que eu quero dentro do gênero.

9) Quais foram as suas maiores dificuldades na carreira de autor? O que você pode dizer para os futuros escritores que estão começando a escrever seus livros?
R: Acho que vencer o preconceito do público. Sabe: autor brasileiro, independente, adolescente, escritor de fantasia. São muitos rótulos e a maior parte deles são vistos de maneira nada favorável por aqueles que já tem algum tipo de conhecimento literário, e acho que ultrapassar esse preconceito foi uma tarefa importante para que eu me estabelecesse como autor jovem.
Por isso mesmo eu gostaria de deixar esse recado: não subestime o quão duro o mercado literário pode ser e se mantenha firme, porque alguma hora encontrará equilíbrio.

10) Tem um momento ou uma citação de um livro que leu, goste muito e gostaria de compartilhar com a gente?
R: Eu diria que a segunda parte de Imperfeição ainda é capaz de me deixar um pouco emocional. Apesar de pequena, ela mostra o quão imprevisível e irônica a vida pode ser às vezes, algo que, absolutamente, não está limitado a ficção.

Assim fechamos a semana de divulgação, espero que tenham gostado. ^^