Livros *----* Eu sou o Número Quatro


Eu sou o Número Quatro. Autor: Pittacus Lore. Páginas: 352. Editora: Intrínseca.

Nove crianças foram mandadas para a Terra quando o planeta Lorien foi destruído pelos Morgadorianos. Um feitiço foi feito para protegê-las e, desde então elas, foram ligadas e só podem ser mortas em uma determinada ordem. Se forem atacadas em outra ordem o ataque se volta contra aquele que o lançou. Mas para o feitiço funcionar elas precisam ficar separadas. E, eles sentem quando um dos nove é morto, alem de aparecer uma cicatriz em uma de suas pernas. O número um e dois já foram mortos.

"Não  desista  ainda  da esperança.  É  a  última  coisa  que  você  deve  perder.  Quando  você  perde  a esperança,  perde  tudo.  E  quando  você  pensa  que  tudo  está  perdido,  quando tudo está terrível e desolador, há sempre a esperança."

Quando o número três é morto. Quatro e seu cêpan (guardião), Henri, se mudam para Paradise, em Ohio. Eles sabem que chamam mais atenção em cidades pequenas, mas também é mais fácil se esconder do resto do mundo. Ademais, os morgadorianos conseguem se camuflar melhor em cidades grandes, eles nunca passariam despercebidos numa cidade pequena como Paradise. Henri e Quatro só esperam que esse tempo seja o suficiente para que eles consigam fugir.

"Henri sempre disse: o preço da memória é a memória de dor que ela traz."

Ao chegar a Ohio, Quatro escolhe a identidade de John Smith e se matricula na escola. Apesar dele já estar acostumado com as constantes mudanças de cidades e identidades, ele está cansado disso tudo. Sente falta de ter amigos e um lar. Mas ele sabe que quanto mais se aproximar das pessoas, mas difícil será deixá-las, e, uma hora ou outra, esse momento chegará, não há como evitar, essa é a única chance de sobreviver, ao menos agora, enquanto os legados (poderes) dele ainda não se desenvolveram. Depois disso, talvez ele possa encontrar os outros e lutar. As vezes, esses sentimentos acabavam fazendo com que ele parecesse ser um pouco egoísta, mas consegui entendê-lo, ele vivia um paradoxo, precisava fugir para viver, mas ao mesmo tempo não conseguia ter uma vida, pois nunca podia se fixar em um lugar e construir relacionamentos. Será que vale a pena viver assim?

- Porque lá no fundo nós somos diferentes deles. E nós amamos diferente. Um dos dons que o nosso planeta nos deu foi amar completamente. Sem ciúme, insegurança  ou  medo.  Sem  mesquinharia. Sem  raiva.[...]"

Esse desejo de querer pertencer a algum lugar ou a alguém fica ainda mais acentuado quando John conhece Sarah e Sam. Mas Sarah tem um ex-namorado ciumento, que não ficou nada feliz com a chegada de John à cidade. E, esse ex-namorado tinha que ser justo o capitão do time de futebol da escola, quando tudo que John quer é não chamar atenção. Será muito difícil fazer isso com as implicâncias constantes do quarterback. Junto com isso, os legados do numero Quatro começam a se desenvolver, e ele começa a pensar que talvez possa ficar em Ohio e lutar.

"Nós não temos que ser  definidos  pelas  coisas  que  fizemos ou não fizemos  no  passado.  Algumas pessoas acabam se deixando controlar pelo arrependimento. Talvez seja algo pra se arrepender, talvez não. É meramente algo que aconteceu. Supere."

O livro é narrado pelo número Quatro, com exceção do prólogo que está em terceira pessoa. E, uma coisa que eu achei um tanto quanto curiosa é que Pittacus Lore, na verdade é um pseudônimo usado por James Frey e Jobie Hughes para escrever a série "Os Legados de Lorien". E, ao mesmo tempo, Pittacus é um personagem da história, um dos anciãos de Lorien. (Fonte). Eu já tinha visto o filme, mas posso dizer que gostei mais do livro por causa da riqueza de detalhes que ele nos dá se comparamos um com o outro.  Me considero uma pessoa cética com relação à alliens, apesar de não ter nenhum preconceito com livros ou filmes sobre o assunto e esse  livro foi uma ótima pedida hehe.

"–  Estou  com  saudades  de  você.  –  eu digo.
- Está com saudades de mim? Mas eu estou bem aqui.
- Essa é a pior maneira de sentir saudade de alguém. Quando ela está bem da sua frente e você ainda sente sua falta."