Livros *----* A Vampira de Sussex

A Vampira de Sussex Sherlock Holmes e A Vampira de Sussex. Autor: Sir Arthur Conan Doyle. Editora: Melhoramentos. Páginas: 240.

"Esses sujeitos inteligentes têm sempre um quê de loucos."

Comprei esse livro por dois reais no estande do projeto Mais Leitura na Bienal do Livro 2015. Porém, diferente do outro livro do Sherlock que eu li, O Signo dos Quatro, nesse, acompanhamos não apenas uma, mas seis histórias desvendadas pelo detetive e seu ajudante, Watson. No primeiro caso, "A Pedra Mazarino", Holmes precisará descobrir quem foi o autor do roubo do diamante da Coroa e qual a localização da pedra. No segundo, "A Ponte de Thor", uma jovem governanta foi acusada de assassinar sua patroa numa ponte da grande propriedade onde moravam para pode ficar com o seu patrão, um homem com muitos atrativos. Mas, o patrão acredita que a donzela não seria capaz de cometer um crime tão bárbaro e contrata Holmes para livrar a moça e fazer justiça.

"[...] Quando alguém tenta se pôr acima da Natureza, inevitavelmente cairá sob ela. O tipo mais elevado de homem pode se tornar um animal se  abandonar o caminho reto do destino.[...]"

Já em "O Homem Que rastejava", a família de um professor universitário busca o detetive para descobrir o que tem causado uma série de mudanças de humor e comportamento em seu familiar, que parece ter se tornado outra pessoa desde que retornou de uma viagem à Praga. Em "A Vampira de Sussex", história que dá nome ao livro, uma mulher é surpreendida sugando o sangue de seu filho recém nascido e mais uma vez recorrem a Holmes. No quinto mistério, Os Três Garridebs, Holmes é chamado porque um ricaço chamado Garrideb havia falecido. Mas, antes disso, ele havia se encontrado com uma pessoa que possuía esse mesmo sobrenome e ficou tão impressionado com a coincidência, que lhe prometeu incluí-lo em seu testamento caso ele encontrasse mais dois homens com o sobrenome. Mas ele só havia conseguido encontrar mais uma pessoa. Faltava a terceira.

"Todo homem tem suas limitações, Sr. Holmes, mas pelo menos isso nos cura da fraqueza do orgulho."

No último caso, As Três Empenas,  uma senhora busca o conselho de Holmes após receber uma proposta um tanto quanto inusitada de uma imobiliária, que quer comprar a sua casa com tudo dentro, até seus pertences pessoais precisariam ser examinados antes dela poder retirá-los da casa. Ela, obviamente, não concorda e começa a suspeitar de que algo de valor possa estar escondido na casa ou sob ela. Logo depois, sua casa é invadida. 

"Alguns de vocês, milionários, precisam aprender que não podem subornar todo o mundo para se safar com seus ultrajes."

As histórias são curtas, rápidas de ler e até que são bastante inteligentes, bem elaboradas e tudo o mais. Mas confesso que fiquei um pouco frustrada porque o Sherlock resolvia os casos muito rapidamente. Ele não ia nos dando pistas ou resolvendo o caso junto conosco, mas, simplesmente guardava tudo pra si até já ter tudo solucionado. O primeiro caso, por exemplo, já estava resolvido desde o início, o que foi contado no livro, na verdade, foi como o detetive encurralou o bandido. Gosto mais de tentar descobrir quem é o assassino, quando o autor vai destrinchando as pistas no decorrer do livro e nos faz acompanhar o desenrolar do caso, mesmo que alguma surpresa seja preservada pro final. Resumindo: esperava mais do livro e do detetive. Também não me senti muito afeiçoada a nenhum dos personagens, talvez apenas um pouco com o Watson, que parecia tão perdido quanto eu na maior parte nos casos...

"Enquanto isso, moça- ele balançou o dedo, advertindo-a. -, tenha cuidado! Muito cuidado! Não conseguirá brincar para sempre com ferramentas afiadas sem machucar essas lindas mãozinhas."