Filme X Livro: Insurgente

Insurgente
Duração: 119 min X Páginas: 509
Direção: Robert Schwentke X Autora: Veronica Roth
Estúdio: Summit Entertainment, Lionsgate X Editora: Rocco
Gênero: Aventura, ação, suspense, ficção científica
Classificação: 14 anos
Elenco: Shailene Woodley (Beatrice), Theo James (Quatro), Ansel Elgort (Caleb), Kate Winslet (Jeanine)
Lançamento: 19/03/2015
ATENÇÃO: Contém spoiler do livro e do filme!


Sinopse: Em Insurgente, segundo filme da série Divergente, os riscos para Tris aumentam quando ela sai à procura de aliados e respostas nas ruínas de uma Chicago futurista. Tris e Quatro são agora fugitivos, caçados por Jeanine, a líder da elite Erudição, faminta pelo poder. Correndo contra o tempo, eles precisam descobrir a causa pela qual a família de Tris sacrificou suas vidas e por que os líderes da Erudição farão tudo para impedi-los.  Em busca de respostas e assombrados por prévias escolhas, o casal enfrentará inimagináveis desafios enquanto tentam descobrir a verdade sobre o mundo em que vivem.

Eu tinha gostado demais do filme Divergente e tinha esperança de que eles mantivessem pelo menos o mesmo nível de fidelidade ao livro nessa sequência. Infelizmente, me decepcionei. Tiveram muito mais mudanças, a história começou a seguir um rumo totalmente diferente. Faz alguns meses que li Insurgente, então agora, quando finalmente assisti ao filme, minha memória já não está tão boa para comparar, mas mesmo assim algumas coisas são absurdamente diferentes para que eu não lembre, então vamos lá reclamar um pouquinho. rsrs

Para começar, a briga da Tris com o Peter, que no livro tinha se iniciado por causa do disco rígido, não poderia ter acontecido da mesma forma no filme, já que não teve disco rígido nenhum no anterior. Mas de qualquer forma a imagem de babaca do Peter foi passada e a briga deles foi legal.
A forma como Marcus revela que a Abnegação guardava um segredo é rápida e fácil demais. No livro ele não queria que ninguém soubesse, ficou um tempão enrolando a Tris e o Quatro. No filme ele simplesmente vai lá e fala. Os planos de Evelyn para Quatro, quando eles já estão com os sem-facção também é revelado com muita facilidade. Isso faz parecer que esses mistérios e segredos nem são tão importantes assim.
Achei errado o Quatro pedir para administrarem o soro da verdade quando vão para a Franqueza. No livro ele tinha ficado ainda mais assustado do que a Tris para o julgamento, já que teria que revelar seu maior segredo na frente de todos (o que por sinal não acontece no filme). No filme ele fica super tranquilo, agindo como se aquela situação fosse uma bobagem. Se fosse assim, não seria um dos seus medos na paisagem do medo.

Outra coisa errada foi a Tris e o Quatro dormirem juntos. Isso foi algo que não aconteceu no livro e ainda está longe de acontecer. Além de ter sido desnecessário no filme, ainda achei o momento totalmente inadequado. Uma pessoa de quem ela gosta acaba de morrer (por causa dela), ela não sabe o que fazer, se deve se entregar à Erudição ou não, e aí... eles dormem juntos?! Super romântico... Até porque, no livro, o relacionamento deles está bem abalado, com tantos segredos entre os dois e o estado em que a Tris se encontra com todos esses acontecimentos. Esse probleminha no namoro deles não foi mostrado no filme como deveria e o fato de dormirem juntos contribuiu para parecer que estava tudo bem.

Agora, qual foi a maior diferença de todas nesse filme? Aquela caixa, sem dúvida! Aquilo mudou tudo. Primeiro que não tinha caixa nenhuma no livro, a mensagem não estava armazenada dessa forma. Segundo que, para abrir a caixa, era necessário um divergente. Mas não podia ser um qualquer, tinha que ser alguém 100% divergente. E, enquanto Jeanine não encontrava essa pessoa, ia usando outras cobaias, que não resistiam e morriam. Agora me diz: qual era o objetivo da pessoa que criou a caixa? Se isso era para ajudar a humanidade, por que matar um monte de divergentes até achar o certo? Isso não faz o menor sentido para mim. Tudo bem, a culpa pode ser da Jeanine, ela que usou aquilo da forma errada. Mas para quê criar um troço tão complicado, que poderia matar pessoas? O livro foi muito mais simples em relação a isso e com certeza foi muito melhor. A informação secreta estava guardada no computador, Jeanine já sabia do que se tratava, apenas não queria que todos soubessem, pois queria comandar a sociedade. Fim. rs

Falando em 100% divergente, e aquele aparelho para avaliar a porcentagem de divergência que uma pessoa tem? Alguém leu algo do tipo no livro? Porque eu não... Mas tenho que admitir que ele é legal. rsrs
Enfim, a questão da caixa. Na verdade, a Jeanine precisava da Tris para testar um novo soro de simulação que funcionaria em qualquer divergente. Ela já sabia que a Tris tinha aptidão para três facções e queria usá-la como cobaia. Mas nenhum dos soros que criou funciona, o que a deixa frustrada. Eu gostei disso no livro, do quanto a Tris resistiu ao controle de Jeanine, mostrou sua ousadia. No filme não, a Tris praticamente foi lá e fez o que Jeanine queria.
A forma como Jeanine morre também foi diferente, assim como quando Evelyn toma o poder. Mas nesse final, assim como foi feito em grande parte do filme, as coisas foram sendo modificadas para no fim transmitirem a mesma ideia do livro.

Bem, essas são só as modificações que eu lembro. Fora outras menos importantes, como a Christina ter sido salva pela Tris quando aquela simulação que faz as pessoas se jogarem do telhado começa a funcionar, ao invés de acordá-la e mostrar o que está acontecendo, como no livro.

Sei lá, não achei que o filme ficou ruim. Ficou muito bom, na verdade, bem dinâmico. Eles fizeram o possível para passar para quem assistia todas as ideias importantes do livro. Só que foram mudando tanto os acontecimentos que levavam aos desfechos da história, que eu acabei me irritando um pouco. Acho que eles poderiam ter sido muito mais fiéis à história original e ainda assim deixar o filme emocionante. Mas eu tento ser tolerante e aceito que não tinha como fazerem um filme de duas horas ser idêntico ao livro. Além disso, acredito que todas essas mudanças tenham sido pensadas para deixar a história com mais cara de filme de ação, e realmente deixou. Mas, como boa leitora que sou e como o livro é melhor do que o filme, não posso deixar de criticar um pouquinho. hahaha

Trailers:






Resenha de Insurgente aqui.
FilmeXLivro de Divergente aqui.