Cheiro de livro novo: Redimida

Título: Redimida
Autoras: P.C. Cast e Kristin Cast
Páginas: 383
Editora: Novo Século
Série: House Of Night
Anterior: Revelada
Avaliação: 4/5

Finalmenteeee cheguei ao fim dessa série interminável! *Comemora* 💃💃💃
Comecei a ler há mil anos (acho que li o primeiro em 2010), sem saber que seriam 12 livros e que eu iria demorar tanto tempo para concluí-la. Demorei tanto para conseguir ler os últimos, que eu já nem lembro mais do que aconteceu nos primeiros. Na verdade, eu não lembrava nem do que aconteceu no anterior, já que eu não achei o livro muito interessante. Mas enfim o último foi lançado, comprei ano passado na Black Friday, e resolvi ler para saber logo qual seria o desfecho de Zoey, seus amigos e Neferet. Confesso que eu esperava bem mais do final dessa série tão longa, mas até que não foi tão ruim como poderia ter sido.

"— Você já pensou que se pudesse simplesmente controlar todo mundo à sua volta, então poderia tornar tudo melhor para os seus amigos e para si mesma? — perguntou-me Sgiach de forma direta.
— Já, mas eu não queria que nada de ruim acontecesse! Eu só queria poder fazer com que todos agissem de forma correta para acabar com toda a loucura.
— Agir de forma correta de acordo com quem? — quis saber Thanatos."



Como aconteceu no final de Revelada, Zoey fez uma burrada muito grande e, sentindo-se extremamente culpada, entregou-se à polícia de Tulsa para receber sua punição. Na prisão, acredita que o que merece é a morte, então isola-se e pede para não receber a visita de ninguém, inclusive de vampiros. Obviamente, seus amigos, namorado e sua avó não iriam permitir que ela ficasse se lamentando enquanto há coisas muitos piores acontecendo na cidade.

"— Às vezes é mais fácil abrir mão do controle e deixar o destino lidar com o que quer que venha em seguida."

Neferet está mais poderosa do que nunca. Também está completamente louca, e essa loucura está a levando a cometer atos terríveis e repugnantes. Ela auto-intitulou-se Deusa das Trevas e está decidida a criar um templo e adquirir muitos adoradores, nem que para isso ela precise se utilizar do medo e de suas nojentas criaturas das trevas. Assim, ela começa a espalhar o caos a partir do centro de Tulsa, fortificando-se e tornando-se cada vez mais difícil de ser vencida. 

"— O amor é mais forte que o ódio. Essa é a única verdade absoluta no universo. O amor conquista as Trevas — afirmou Vovó."

Zoey e seu círculo precisam estar muito unidos nesse momento se quiserem realmente derrotar Neferet. Mas Zoey é a única vampira no mundo que tem poder suficiente para enfrentar a poderosa ex-Grande Sacerdotisa de Nyx e ela precisa descobrir sozinha como fazer isso. A magia antiga é a solução para seus problemas, mas Zoey se recusa a usar novamente a pedra da vidência depois dos males que causou quando foi afetada por ela.
Com o apoio de seus amigos, o conhecimento das vampiras Sacerdotisas que estão ao seu lado, a sabedoria de sua avó e sua intensa ligação com Nyx, Zoey precisa descobrir como controlar suas emoções e sentimentos para que consiga utiliza a magia a seu favor, encontrando assim uma forma de libertar o mundo de uma vez por todas das crueldades de Neferet.

"— Uma das coisas que aprendi com certeza é que eu fico mais forte com os meus amigos."


Zoey, como sempre, continua melodramática. Sinceramente, não entendi nem no livro anterior e muito menos nesse, o motivo de ter resolvido se entregar dessa forma para a polícia e resolver morrer. Tudo bem, entendo que ela se sentiu culpada pelo que fez, mas ela sabe que tem uma louca solta pela cidade e que precisam dela. Achei que ela finalmente tinha amadurecido mais e que estaria preparada para a batalha final, mas ela só se mostrou a mesma garota insegura de sempre, que faz escolhas que algumas vezes eu não consigo compreender. Além disso, nem com todo o caos ao seu redor ela consegue deixar um pouco de lado as confusões da sua vida amorosa e da dos outros. Eu senti que aquele não era o momento ideal para ficar refletindo sobre quem gosta de quem. Neferet ficou exageradamente surtada. As autoras conseguiram fazer dela uma vilã monstruosa, que realmente me deu nojo. Não notei mudanças significativas em nenhum dos outros personagens. Acho que já faz tanto tempo que li os livros anteriores, que nem lembro mais detalhes sobre suas personalidades. Só aceito o que fazem e pronto. Quem mais conseguiu me surpreender nesse livro foi Kalona, um personagem de quem nunca esperei muita coisa.

"(...) Só posso amá-la e lembrá-la desta regrinha segundo a qual tentei viver a minha vida: não posso controlar os outros. Só posso controlar a mim mesma e as minhas reações aos outros. E, quando tudo o mais dá errado, eu escolho a bondade. Mostro compaixão. Então, se fiz escolhas ruins, pelo menos não causei danos ao meu espírito."

O enredo começa bem lento, mais da metade do livro é enrolação sobre o drama da Zoey e os surtos da Neferet, que eram meio chatos de acompanhar, então o livro demorou para prender minha atenção. Quando a ação começou de fato, eu até consegui achar interessante. Não achei o desfecho grandioso como eu esperava para uma série tão longa, mas ele foi satisfatório. Eu consegui imaginar formas piores de acabar enquanto ia lendo, então gostei do que as autoras bolaram para finalizar a história. Porém, continuo achando que 12 livros é demais. Elas podiam ter enxugado mais a enrolação e ter feito livros menores e mais interessantes.
A narrativa é em primeira pessoa nos capítulos que são narrados pela Zoey e em terceira pessoa nos demais. Acompanhamos o ponto de vista de diversos outros personagens, principalmente da Neferet, então sabemos tudo que está acontecendo na história, tanto do lado bom quando do mau. Sempre tem muitos momentos de reflexão de cada um, e acho que é isso que acaba tornando a leitura mais lenta.
A diagramação está boa, seguindo os outros livros da série, com letras grandes e páginas amareladas. Encontrei vários erros de digitação ao longo da leitura, mas nos anteriores também já havia notado. Apesar de dizerem que essa capa é a mais bonita da série e que o dourado é especial, eu nunca gostei muito dessas capas. Sempre achei simples demais e não muito significativas.

"— A morte é inevitável para todos os mortais. Ela não é boa nem má; é simplesmente parte da grande espiral da vida."

Não quero que você pense que eu odiei a série. Eu acho que ela vale a pena ser lida simplesmente pela mitologia maravilhosa que as autoras criaram. Elas fizeram vampiros como nunca antes existiram e ainda não conheço nenhuma história que se pareça com essa. Criaram uma hierarquia e uma religião muito legais e ainda misturaram várias coisas diferentes, o que poderia ter dado muito errado, mas que tornaram o enredo muito mais interessante. O erro delas foi não saber desenvolver bem a trama, o que acabou criando uma confusão enorme. Além disso, não souberam amadurecer a história. Se passou pouco tempo desde o primeiro livro e aconteceu muita coisa, mas os personagens não cresceram, continuaram com seus dramas adolescentes, só que os leitores que acompanham a série desde o lançamento do primeiro livro cresceram e estavam esperando mais. Então, se você gosta de uma mitologia e um enredo bem original, além de não se incomodar com a quantidade de livros, recomendo que se aventure nessa série ou prossiga com a leitura. Mas se não tiver paciência para atitudes imaturas de adolescentes, é melhor nem arriscar.


PS: Enquanto escrevia essa resenha, descobri que será lançado mais um livro. A história vai se passar um ano depois dos acontecimentos finais de Redimida e das decisões que foram tomadas. O título original é Loved e parece que já tem data de lançamento no exterior, 11/07/2017. 
Aqui no Brasil, Amada será lançado também pela Novo Século, com previsão para 31/10/17. O livro é uma edição especial em comemoração aos 10 anos de lançamento de Marcada, e será o primeiro de uma nova série, Other World, em que alguns personagens antigos retornarão, mas também surgirão novos. Segue a sinopse traduzida pela página House of Night Brasil
É o 18º aniversário de Zoey Redbird e a Horda de Nerds, agora adultos, continuam ocupados e espalhados pelo país por quase um ano até que Stark os convoca de volta para fazer uma surpresa a Z.
Mas nem tudo está tão bem assim na cidade de Tulsa. Estranhos sinais de Trevas estão surgindo - poderia estar Neferet por trás disso?
Não querendo que o desastre aconteça novamente, Zoey pede a seus amigos recém reunidos que tracem um círculo e adicionam uma camada extra de proteção sobre a gruta onde Neferet está aprisionada.
Facinho, certo?
Errado. Nada é o que parece na Morada Noite.
Com os raivosos vampiros vermelhos a solta e se aproximando, Zoey e a Horda de Nerds devem se reunir novamente e combater o mal. Mas um ano é muito tempo. Terá esses amigos crescidos afastados demais?
Quando os fragmentos do mundo e os aliados se tornam inimigos, as Trevas devorarão as amizades, ou a Luz salvará aqueles que lhe são AMADOS?
Sinceramente, não fiquei muito animada para ler. 😒 E você?

Outras resenhas da série:

Destinada #9
Escondida #10
Revelada #11