Cheiro de livro novo: O Símbolo Perdido

Título: O Símbolo Perdido
Autor: Dan Brown
Páginas: 489
Editora: Sextante
Série: Robert Langdon
Anterior: O Código Da Vinci
Próximo: Inferno

Gosto muito dos livros do Dan Brown, apesar de só ter lido dois. Li O código Da Vinci e Anjos e demônios há anos atrás, quando ainda tinha a biblioteca da escola a minha disposição. Quando descobri que o namorado da Isabela tinha os outros, fiquei animada para pegar emprestado. Eles são muito bons e o autor consegue despertar nossa curiosidade do início ao fim, numa corrida emocionante. A quantidade de detalhes que as histórias possuem fazem com que eu sinta que praticamente estou dentro do livro também, e eu adoro isso! Eu gosto muito porque ele une muitos fatos reais sobre o lugar que está sendo descrito, que também é real, então quase nos faz acreditar que tudo aconteceu de verdade, não parece ser só ficção.

Após suas aventuras no Vaticano e em Paris, o professor e simbologista de Harvard Robert Langdon tem sido procurado por diversos loucos querendo que ele desvende vários símbolos e mistérios, enquanto tudo o que ele quer é seguir com sua vida normalmente. Um belo dia é chamado de última hora por seu grande amigo Peter Solomon para dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos, em Washington D.C. Apesar de não ter falado pessoalmente com o amigo, Robert rapidamente aceita e se prepara para a viagem à capital.
Chegando lá, descobre que tudo não passou de armação e não há palestra nenhuma. Descobre que foi atraído até lá por um homem desconhecido, que quer que Langdon desvende antigas lendas para ele e descubra o caminho para uma espécie de portal místico que dará acesso aos Antigos Mistérios, algo que revelará conhecimentos secretos e fará com que possua poderes inimagináveis, podendo ser comparado a um deus.

"Nós todos temos um Criador. Usamos nomes diferentes, rostos diferentes e preces diferentes, mas Deus é a constante universal do homem. Ele é o símbolo que todos compartilhamos... o símbolo de todos os mistérios da vida que não somos capazes de compreender."

Mal'akh, o misterioso homem, extremamente forte e totalmente tatuado, é um vilão muito inteligente e sabe muito bem o que está fazendo. Possui uma antiga história com a família Solomon e está de volta para conseguir o que quer, com um plano perfeito. Para isso, além de atrair Robert para desvendar os códigos, sequestrou Peter Solomon, obrigando Langdon a cooperar com o plano e obtendo acesso à informações que apenas Peter, o mestre maçom do mais alto grau, poderia ter.
Quando Robert vê a mão direita cortada de Peter Solomon no centro da Rotunda do Capitólio, indicando um tipo de convite antigo para uma iniciação, sabe que o sequestrador não está brincando, e que ele conhece muito mais sobre os segredos antigos do que se imagina. 

"— Abram a mente, meus amigos. Todos nós tememos aquilo que foge à nossa compreensão."

Langdon teme pela vida de seu amigo, mas não sabe como poderia resgatá-lo. Para atrapalhar sua vida, ainda surge Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, uma mulher muito irritante e autoritária, que veio tratar do caso pessoalmente, pois diz tratar-se de uma crise nacional. Por que o sequestro de Peter causaria uma crise nacional Robert não faz ideia, mas parece que Sato está muito decidida a cumprir as ordens de Mal'akh e encontrar a tal pirâmide maçônica que levaria aos Antigos Mistérios.
Warren Bellamy, o Arquiteto do Capitólio (quem administra o lugar), também surge para contribuir com a trama. Como também é um maçom de alto grau, está muito preocupado com Peter, mas deseja acima de tudo conservar os segredos da pirâmide bem guardados, mesmo que precise abrir mão de algumas vidas para isso.

"Alguns vão usá-lo como treino para missões aéreas de primeiros socorros em países subdesenvolvidos. Outros para aprender a jogar aviões de passageiros contra arranha-céus. O conhecimento é uma ferramenta e, como todas as ferramentas, seu impacto está nas mãos do usuário."

Sem saber de qual lado Sato e Bellamy realmente estão, Robert fica perdido no meio de forças muito maiores do que ele, mas consegue encontrar alguém em quem realmente pode confiar: Katherine Solomon. A irmã de Peter, que ele já conhecia, também está correndo risco de vida com toda essa situação, mas se mostra uma pessoa muito forte e decidida a salvar o irmão a qualquer custo. Ela é uma cientista brilhante que está prestes a expandir os horizontes do mundo com suas pesquisas numa área conhecida como ciência noética, uma área nova que consegue unir os experimentos científicos com misticismos e conhecimentos dos povos antigos, investigando a influência que a mente humana pode ter sobre a matéria.

"...a ciência e o misticismo estão intimamente relacionados e só se distinguem pela abordagem. O objetivo dos dois é idêntico... apenas os métodos são diferentes."

Numa corrida contra o tempo para conseguirem desvendar os enigmas da pirâmide, resgatar Peter e não serem capturados pela CIA, Robert e Katherine fogem por Washington, investigando prédios arquitetônicos e obras de arte presentes na cidade, criados por grandes maçons que conseguiram esconder à vista de todos símbolos maçônicos e galerias subterrâneas, que apenas Robert, com todo o seu conhecimento a respeito dos símbolos antigos, das histórias e lendas da cidade e dos maçons, consegue ir unindo e desvendando para completar o quebra-cabeça que salvará o amigo.

"O tempo é um rio... e os livros são barcos. Muitos volumes navegam por essas águas e acabam naufragados e irremediavelmente perdidos em suas areias. Pouquíssimos são aqueles que suportam os rigores do tempo e vivem para abençoar as épocas futuras."

Mais uma vez, fiquei totalmente fascinada pela história criada por Dan Brown. Li várias críticas sobre esse livro, dizendo que teve muitos furos e que ele só ficou seguindo o mesmo estilo dos outros livros, mas para mim o livro foi perfeito do início ao fim. Esse é o estilo dele e não vejo por que mudar se assim já faz tanto sucesso, além de que cada história traz tantos mistérios diferentes que é difícil dizer que são parecidas.
Gosto muito dos livros dele porque me fazem ver lugares que são conhecidos por todos de uma forma completamente nova, afinal esses significados e símbolos ocultos são reais e estão lá para quem quiser ver. É um jeito diferente de conhecer um pouco do passado dos lugares.
O livro conseguiu me prender o tempo inteiro e me surpreendeu em vários momentos. Até a pesquisa de Katherine eu achei incrível e gostaria muito que fosse real. Realmente iria revolucionar a vida de todos. Se alguém estiver na dúvida entre ler ou não, eu recomendo que leia. O livro é maravilhoso.

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