Livros *----* A Culpa é das Estrelas


Título: A Culpa é das Estrelas. 
Autor:John Green. 
Editora: Intrínseca  
Páginas: 288.
Avaliação: 4/5.

Esse livro é simplesmente fofo, um pouco triste, mas é uma tristeza meiga e inevitável..  Hazel é uma paciente de câncer terminal no pulmão.  Ela tem 16 anos, tem câncer desde os 13 e usa uma cânula e cilindros de oxigênio para ajudá-la a respirar. Ela se trata com um medicamento experimental que parece estar ajudando, por enquanto, e frequenta um grupo de apoio para crianças com câncer desde que sua mãe decidiu que ela estava ficando com depressão, sintoma do câncer, ou como a ela mesma diz, de se estar morrendo... Sua mãe apenas quer que ela viva sua vida como uma adolescente normal.

É nesse deprimente grupo de apoio que encontra Augustus, um menino um tanto quanto singular, bonito, engraçado, nerd, viciado em videogame, recuperado de um câncer nos ossos e adepto a metáforas. Assim, seu pequeno e solitário mundinho é transformado. Pelo amor. Amor que ela tenta evitar de todas as formas já que é terminal e só quer fazer com que o mínimo possível de pessoas sofram quando ela se for.. Mas, eles se apaixonam... e vivem uma grande aventura.

"Hazel Grace. — Meu nome soando inédito e muito mais bonito na voz dele. — Foi um prazer inenarrável conhecê-la.
— Igualmente, Sr. Waters — falei.
E fiquei envergonhada ao olhar para ele. Não era páreo para a intensidade daqueles olhos azul-piscina.
— Podemos nos ver de novo? — perguntou, e havia um nervosismo fofo na voz dele.
Sorri.
— Claro.
— Amanhã?
— Paciência, Gafanhoto — aconselhei. — Assim vai parecer que você está ansioso demais.
— Exatamente. Foi por isso que falei, amanhã? Quero ver você de novo hoje à noite. Mas estou disposto a esperar a noite toda e boa parte do dia de amanhã.
Revirei os olhos.— Estou falando sério — ele disse.
— Você nem me conhece direito. — Peguei o livro de dentro do console. — Que tal se eu ligar para você assim que acabar de ler isto?
— Mas você não sabe qual é o número do meu telefone — ele disse.
— Tenho motivos para acreditar que você anotou o número no livro.
Ele abriu aquele sorriso meio bobo.
— E você ainda diz que a gente não se conhece direito."

É um livro diferente dos que tenho lido ultimamente sem todo aquele mistério e ficção. Adorei o livro exatamente porque ele é simples, profundo, calmo e talvez até comum, não é extraordinário, mas é fofo e inteligente. É a vida de uma adolescente irônica que está morrendo, mas que odeia ser tratada com a pena e falsidade de que muitas vezes tratam alguém nesta condição. Os personagens são adoráveis e a forma como eles se entendem e expõem suas opiniões e medos a respeito da vida e de como as outras pessoas o veem por eles terem câncer é muito legal. Refletem sobre como a vida pode ser curta e frágil. Ele termina surpreendentemente, triste, mas surpreendente.

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