Livros *----* A Rosa Branca

Título: A Rosa Branca
Série: A Cidade Solitária # 2
Autora: Amy Ewing
Páginas: 320
Editora: LeYa

A Joia foi uma das minhas melhores leituras de 2017 e eu estava bastante animada para dar andamento à série. Quando peguei A Rosa Branca para ler, já esperava encontrar romance e distopia, porque esses elementos também estavam presentes no primeiro livro, mas fiquei muito surpresa com a forma como a autora inseriu fantasia no enredo da obra. No primeiro livro, as substitutas já tinham poderes, que elas chamavam de presságios, mas eu não esperava uma explicação como a que encontrei nesse livro e gostei muito da forma como a autora a desenvolveu.

Violet finalmente conseguiu fugir da Casa do Lago e ainda resgatou Raven da Casa da Pedra, graças a ajuda de Garnet e Lucien. Seu destino é um lugar chamado Rosa Branca, na Fazenda, e não foi fácil chegar lá. Mas, quando isso acontece, ela finalmente começa a entender a dimensão de tudo em que está envolvida e como as substitutas podem ser importantes nessa missão. Está chegando a hora de destronar a Joia e acabar com as castas que aprisionam os moradores da Cidade Solitária.

"A realeza toma, toma, e é como se nunca nada fosse suficiente para eles. Roubam garotas que devem ter seus filhos, garotos que devem protegê-las, ou seduzi-las, ou servi-las. Mas não somos objetos. Não somos a última moda, nem o prêmio mais caro. Somos gente."

Sua primeira descoberta é a Sociedade da Chave Negra, um grupo rebelde que tem conquistado mais adeptos a cada dia. Eles estão em todos os círculos da Cidade Solitária e, assim, Violet percebe que ela não foi apenas uma substituta sendo ajudada por um eunuco. Sua segunda descoberta diz respeito aos seus presságios, Violet descobre que ela é muito, mas muito mais poderosa do que a fizeram pensar e que existe uma história por trás de seus poderes, uma história ainda mais antiga do que a Cidade Solitária. E, sua terceira descoberta, é que seus inimigos são muito sujos e ela não deve, em hipótese alguma, subestimá-los.

"Só existe um Presságio verdadeiro, e o nome dele não é Crescimento. É Vida. E não o possuímos nem controlamos, mas temos a capacidade de senti-lo, reconhecê-lo. Ele nos invoca como nós o invocamos. Somos treinadas para dominar os Presságios, mas esse poder não pode ser controlado, nunca será. Só pode ser aceito como um igual."

Os protagonistas me cativaram facilmente, até porque, cada um deles tem um sofrimento para nos contar, isso é o que os une na luta contra a realeza. O Garnet talvez seja o que personagem que tem mais a perder nessa rebelião, mas ele me conquistou com sua ironia e seu jeito irreverente de ser. Ele foi criado na Joia e apesar de não enxergar inicialmente toda a crueldade que o seu circulo causa nas pessoas menos privilegiadas, ele observa a ruindade de sua mãe. E, é assim que começa a enxergar o que realmente acontece a sua volta. Raven também nos encanta com a sua personalidade, mas Ash ainda continua um pouco apagado. Ele é bonito e muito menosprezado pelas pessoas ao seu redor devido à sua antiga profissão de acompanhante. Mas, está cansado de todos esses rótulos e pronto para mostrar que pode ser muito mais do que isso. Espero que ele realmente nos surpreenda em A Chave Negra.

A escrita da Amy Ewing é muito envolvente, as páginas passavam sem que eu sequer percebesse. Esse foi um livro que eu li rapidamente e assim que cheguei ao final só queria poder continuar lendo-o, porque me pareceu que pouca coisa aconteceu e ele terminou em um daqueles momentos em que tudo está prestes a explodir. Infelizmente, o terceiro volume da saga ainda não foi lançado aqui no Brasil.

"– Você tem muito valor.
  – Tenho? Durante toda minha vida, só vali o que alguém quis pagar por mim.
  – Eu nunca paguei por você. E, para mim, você não tem preço."

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