Semana Especial 10% - Dia #5


Boa tarde, galera! Hoje trago a resenha dos outros dois contos que li da antologia: A Flor Vermelha e Paraíso. O nome desses contos não é tão literal quanto dos outros que eu li e acabaram me passando uma ideia bem diferente do que eu encontrei durante a leitura. Eu li apenas quatro contos, mas achei a ideia da antologia bem interessante e futuramente planejo ler os contos que a Isabela leu também.

A Flor Vermelha

Um grupo de cinco pessoas tenta sobreviver em meio ao que restou da população humana. As condições de vida agora são precárias e a comida é escassa. É como se tivessem voltado à era pré-histórica, tendo que lutar por comida e por suas vidas, em um mundo sem abundância. 
Esse grupo foi um dos poucos que se arriscou a atravessar os muros da Cidade, e agora, sem construções em que morar e sem ter meios de construí-las, eles vivem em cavernas, do melhor jeito que conseguem. Porém, enquanto exploram o novo ambiente a que têm acesso, vão descobrindo misteriosas construções abandonadas que podem ser a chave para revelar o que aconteceu no passado.

"(...) as pessoas chamavam aquele lugar simplesmente de A Cidade, mas o que era uma cidade de verdade eles nunca chegaram a saber, já que tudo o que tinha restado para observarem eram ruínas de construções muito antigas. A população que vivia lá não era grande, se dividiam em grupos pequenos que tentavam sobreviver da melhor forma que conseguiam."

Esse conto me deixou bem intrigada inicialmente, eu queria muito saber o que tinha acontecido com os humanos para viverem dessa forma. Mas confesso que, dos quatro que li, esse foi o que senti que teve a conclusão menos satisfatória. Eu compreendo a crítica que o autor quis fazer, mas não concordo totalmente. Acredito que todos os sistemas político-econômico possuem inúmeros defeitos, principalmente o que estamos inseridos. Entretanto, não vou me alongar no assunto, primeiro porque não quero dar spoilers e segundo porque não é o momento de discutir política. rs 



Paraíso

Júlia é policial e está acostumada a lidar com pessoas que desobedecem a lei e colecionam os conhecidos objetos perigosos: CDs, quadros, esculturas e livros. Essas pessoas, quando encontradas, são presas e recebem uma punição adequada. Os objetos são apreendidos e incendiados.
Ninguém sabe ao certo porque os artistas — e aqueles que adquirem seus produtos — são pessoas perigosas, mas todos os consideram loucos, além de serem contra a lei. As pessoas estão acostumadas a viverem isoladas e usam a internet como seu refúgio e local de socialização.
Porém, Júlia acaba tendo um contato inesperado com uma obra de arte, o que a faz tomar medidas desesperadas, que provocam uma reviravolta em seu mundo.

"Se afastar era o que todas as pessoas que conhecia queriam fazer, reclusos em suas casas com os óculos de internet e espiando pelas janelas."

Achei esse conto um dos mais interessantes depois de concluído. Viver em um mundo em que artistas são considerados criminosos e obras a que temos acesso diariamente são proibidas pode parecer estranho, mas nem de longe é algo difícil de imaginar. É um ótimo meio de manter as pessoas obedientes e alienadas. Gostei bastante da forma como a história terminou também, porque mostra exatamente o quanto nossas vidas podem ser influenciadas por essas coisas, mesmo que a gente não perceba. Acho que daria um bom livro se fosse mais desenvolvida, porque as distopias estão aí para fazer-nos refletir e questionar o mundo em que vivemos.

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