Semana Especial 10% - Dia #2


Bom dia!!! Hoje eu trago para vocês a resenha dos contos O Mundo Invisível e As Cabines de Suicídio, da antologia 10%! Confiram!

O Mundo Invisível

O mundo de Alice é diferente dos demais. Enquanto todos a sua volta enxergam apenas tons de cinza, ela consegue ver cores em tudo que não tenha sido criado pelo homem. Ela enxerga o azul do céu, o vermelho de uma maçã e as diferentes cores da pele humana. Parece que quando o homem deixou de enxergar as cores e ele deixou de produzi-las também, que sentido faria continuar esse esforço, afinal? Então, as roupas e demais objetos seguem o padrão: preto, branco e cinza. Porém, Alice pensa que essa habilidade talvez possa ajudá-la a vencer o concurso anual de arte, chamado O Grande Artista. Mal sabe ela tudo que está por detrás do mesmo.

"Ela gostava da chuva, as poças de água que se formavam no chão refletiam a luz do sol e davam um pouco de cor ao mundo cinza em que vivia. Mas a melhor parte era o arco-íris, um fenômeno tão belo que fazia seus olhos brilharem sempre que via um. Mas ao mesmo tempo ela se sentia culpada pelas outras pessoas não conseguirem enxergá-lo."

Esse foi meu primeiro contato com a antologia 10%. Mas fiquei com a sensação de que o conto poderia ser um pouco maior para que eu pudesse entender melhor as motivações dos governantes da cidade e as razões pelas quais as coisas eram feitas da forma como o Paulo descreveu. Seria simplesmente inveja? Eu não consigo aceitar que seja apenas isso apesar de acreditar que as pessoas podem fazer coisas terríveis motivadas por esse sentimento. É possível fazer fazer diversas conjecturas. Talvez seja por isso que eu tenha me sentido um pouco desencantada com esse conto, não gosto de finais tão abertos como esse.

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As Cabines de Suicídio

Ana é uma adolescente comum, suas maiores preocupações dizem respeito as suas notas escolares e ao teste no final do ano, que irá definir sua futura profissão. Mas ela já não aguenta mais a pressão de sua mãe para que estude mais. Sua mãe teme que ela não alcance bons resultados e acabe se tornando uma recolhedora de corpos nas cabines de suicídio. Então, ela decide curtir um pouco a vida e vai ao encontro de sua amiga Julia. Porém, essa talvez não tenha sido uma atitude muito sensata de sua parte.

"Tudo ali lhe dizia para sair dali, que este não era o seu lugar, estas não eram as pessoas que devia ter ao seu lado. Mas ela não se sentia bem ali e nem fora dali, não fazia muita diferença."

Esse foi um conto que mexeu muito comigo. Me parece um descaso muito grande com a vida, um governo facilitar o suicídio dessa maneira, uma atitude que muitas vezes é algo impulsivo de uma pessoa que está precisando de cuidados. Certamente é muito mais fácil e barato deixar com que essas pessoas se suicidem ao invés de prover o tratamento necessário para sua recuperação. E, por incrível que possa parecer, eu consigo imaginar a implementação dessa medida em alguns lugares do mundo, onde as pessoas acreditem que a vida é uma escolha própria. Será mesmo? Será que uma pessoa que está desequilibrada emocionalmente poderia escolher entre a vida e a morte? Será que alguém tem esse direito?

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