Cinema em casa: A Colina Escarlate [Resenha Dupla]

A Colina Escarlate
Data de lançamento: 15 de outubro de 2015
Duração: 1h 59min
Direção: Guillermo del Toro
Estúdio: Universal Pictures
Elenco: Mia Wasikowska (Edith), Tom Hiddleston (Thomas), Jessica Chastain (Lucille)
Gêneros: Terror, drama, romance, suspense
Nacionalidade: EUA
Não recomendado para menores de 16 anos


Fala galera! Eu acredito que essa será a nossa primeira resenha dupla de um cinema em casa. Eu e a Pri (eu!) estávamos procurando um filme para assistir na Netflix, e como vocês bem sabem esse é uma tarefa bem complicada (e como!), quando ela sugeriu que assistíssemos A Colina Escarlate. Tenho uma amiga que ama o Tom Hiddleston, e ela falou tanto desse filme (apesar de nunca ter visto) que eu acabei ficando curiosa. Então, lá fomos nós assistir o trailer do filme e quase paramos por aí, afinal, como vocês sabem, somos duas medrosas (Nada de terror para nós! kkk). Mas a seguinte frase da sinopse nos fez arriscar: "À medida que se aproxima da verdade, a jovem percebe que os verdadeiros monstros são feitos de carne e osso." Arriscamos por dois motivos: primeiro, eu lembrei logo do filme Ilha do Medo, em que o trailer é mais assustador do que o longa propriamente dito; e segundo, porque pensamos que talvez essa coisa de fantasmas fosse algo que o filme, em algum momento, mostrasse que não era real. Mas não estávamos muito corretas nas nossas conjecturas... 👻👻


Edith é órfã de mãe e herdeira de uma pequena fortuna. Ela é uma jovem muito inteligente e seu sonho é publicar um livro de fantasia, mas ela sofre preconceitos por ser mulher e por seu livro se tratar de uma obra sobre fantasmas e não de um romance, como deveria ser, vindo de alguém como ela. Acontece que Edith já teve algumas experiências, que não foram nenhum pouco legais, com o fantasma de sua falecida mãe.
Então, num belo dia, no trabalho de seu pai, ela se depara com um jovem inventor misterioso chamado Thomas, que busca investimentos para a criação de uma máquina capaz de retirar argila do solo. Thomas possui uma propriedade rica em argila vermelha como saaaangue e acredita que com esse maquinário ele poderá reconstruir a grande fortuna e o legado da família Sharpe. Mas apesar dele não ter conquistado o investimento que esperava, conquistou a afeição de Edith e casou-se com ela.
Depois do casório, Edith mudou-se para a mansão da família Sharpe, uma casa que se encontra literalmente caindo aos pedaços. O lugar é lindo, mas muito antigo, e tudo está quebrado ou se desfazendo, já que não é reformado há anos. Mas não é a falta de estrutura da edificação que a incomoda e sim a constante e assustadora presença de fantasmas. Edith começa então a se perguntar o que de fato aconteceu naquele lugar e até que ponto seu marido e sua cunhada, que é muito esquisita, poderiam ter alguma relação com tudo isso, ou o que eles poderiam saber, mas estão escondendo dela. Ela começa a tentar comunicar-se com os fantasmas e a investigar, e é aí que a ação do filme começa, com as coisas ficando cada vez mais estranhas, por incrível que possa parecer.


O filme possui uma atmosfera um tanto sombria. Logo no início sabemos que os irmãos Sharpe escondem algo e possuem algum tipo de intenção escusa em Edith, mas não se sabe o que exatamente está acontecendo e esse mistério permeia todo o longa. Thomas Sharpe é um homem muito charmoso e parece verdadeiramente apaixonado por Edith, é fácil deixar-se envolver por ele. Já sua irmã Lucille é uma mulher reservada, solteira e que está sempre junto do irmão. Ao conviver com os dois, é fácil notar a cumplicidade de ambos, como se estivessem a todo tempo ocultando um plano bem bolado, mas não há motivos para desconfianças, inicialmente.
A presença dos fantasmas me proporcionaram uma boa dose de pulos no sofá (e eu não conseguia não rir sempre que isso acontecia! 😂😂), mas eu não chegaria a classificá-lo como terror (é um suspense, com fantasmas). Acontece que Edith é um tipo bem corajoso de pessoa e isso sempre nos rende mais sustos do que gostaríamos. Obviamente ela toma aquelas atitudes que nós jamais tomaríamos, como ir atrás dos sons estranhos ou abrir lugares fechados.
O final me deixou bastante satisfeita e, apesar de eu ter conseguido deduzir o que poderia estar acontecendo, achei que ele foi muito bem desenvolvido e a atuação dos atores também foi de muito bom grado. O filme fica nos dando dicas do que pode estar acontecendo o tempo inteiro e nós ficamos conjecturando o que era a verdade a cada nova descoberta. Nós fomos encaixando as peças aos pouquinhos, mas no fim ainda surpreendeu, pois não queríamos acreditar no que estava se estendendo à nossa frente. A história foi muito bem construída e os cenários estão lindos.
Se você gosta de bons suspenses, personagens bem contruídos e não se preocupa com fantasmas feios e esquisitos aparecendo do nada, fica a dica de um filme ótimo que está disponível na Netflix. 😉

Trailer:

logoblog