Semana Especial Os Fantasmas do Espelho #2



O Brinquedo Novo

Sofia é uma menina de cinco anos que adora brincar e como qualquer criança de sua idade.la passa o dia inteiro fazendo isso, seja com joguinhos eletrônicos ou com suas bonecas. E, quando a sua mãe lhe dá a tão desejada boneca Emília, ela passa a tarde inteira brincando com ela. Mas, quando chega a noite um sonho um tanto incomum desperta Sofia e a boneca já não está mais onde ela a deixou. Ou será que Emília não é apenas uma boneca?!

"— Nós vamos brincar hoje Sofia – a mão a agarrou e a puxou para cima."

Esse foi um dos contos que eu estava mais receosa de ler porque temos muitas alusões à brinquedos possuídos na cenografia, mas, felizmente, ele não me deixou tão amedrontada. E, depois disso, fiquei muito mais aliviada para terminar de ler a antologia. Sofia é a apenas uma criança e não entende muito bem o que está lhe acontecendo e nem sabe como lidar com isso e a sua mãe está completamente alheia ao terror que a filha tem passado, o que torna toda a situação realmente angustiante.


Alpha, o assistente pessoal

Arthur ficou muito aliviado quando recebeu um e-mail dizendo que seu telefone celular perdido havia sido deixado com a atendente de um restaurante não muito longe da sua casa. Ao recuperá-lo, tudo parecia estar exatamente como ele havia deixado, a exceção de um novo aplicativo que havia sido instalado em sua tela inicial. A principio ele tenta desinstalá-lo, sem sucesso. Mas, quando o sistema lhe entrega as respostas da prova que ele iria fazer na universidade, tudo muda e Alpha se torna o seu bem mais valioso. Como um simples aplicativo é capaz de alterar tantas coisas em seu mundo, ele não está interessado em saber, desde que possa continuar aproveitando o máximo que conseguir.

'Na tela bloqueada do celular havia uma notificação daquele aplicativo, uma notificação que ele estava evitando até o momento. “Diga se precisar de alguma coisa.” – a mensagem em letras brancas surgiu quando ele tocou no ícone preto.'

Quando toma conhecimento do poder que Alpha pode lhe conceder, Arthur não mede as consequências para obter tudo o que deseja, tomado por um sentimento de ganância e soberania. Mas é como dizem, quando a esmola é demais, o santo desconfia. E, logo ele precisará enfrentar as consequências de seus atos. Eu confesso que não fiquei com muita pena de Arthur, ele teve seus momentos de glória e fez sozinho suas próprias escolhas. Nesse momento nos resta refletir sobre o que faríamos de tivéssemos poder ilimitado. Será que nos reconheceríamos ao olharmos para trás? Usaríamos desse poder de que maneira? Para nosso próprio bem, sem nos importarmos com nada ou ninguém?
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