Semana Especial Os Fantasmas do Espelho #4


Um… dois… três…

Laura e Rafael moram juntos há seis anos e acabaram de se mudar para um novo apartamento. Inclusive, a maioria das suas coisas ainda estão encaixotadas. Rafael estava exatamente desencaixotando alguns pertences quando reparou na janela em frente a um prédio vizinho, onde uma briga violenta estava se desenrolando. Mas, quando ele chamou a polícia, eles não encontraram nada além de um apartamento fechado e vazio. Entretanto, Rafael continuava a ver o casal brigando e, antes que enlouquecesse, decidiu ir averiguar por conta própria.

"Ali – ele apontou com o dedo –, naquele apartamento. Acho que é uma briga de casal, o homem está com uma faca."

O final do conto é um pouco inquietante e me deixou pensando em diversas possibilidades, tudo graças a uma certa regata branca. Leiam e venham me contar se essa regata também lhes deixou assim tão pensativos.


Os Olhos da Noite


Victor e Nicolas são policiais, mas já estão acostumados à calmaria da cidade pequena em que vivem e trabalham. A maior parte dos chamados que recebem são relacionados à arruaceiros e alguns roubos pequenos, então ficam bastante intrigados quando são enviados a averiguar uma ocorrência que envolve disparos no parque da cidade. Logo encontram o primeiro corpo, boiando no lago que fica no meio do parque, mas então uma série de acontecimentos estranhos começam a abalar a confiança dos dois policiais. 

— Estou vendo sim, se quiser continuar procurando a pessoa que está atirando por aí eu vou com você, mas correr de volta para o carro também seria uma boa ideia.

Esse foi um dos contos mais assustadores da antologia que eu li até agora. Mas, no final fiquei um pouco perdida, sem saber exatamente o que aconteceu na cidade. Entendo, que as vezes essa falta de conclusão pode fazer parte do terror que o autor queria passar aos leitores, pois nem sempre eventos sobrenaturais tem uma explicação plausível para ser apresentada, mas não pude deixar de me sentir  um pouco incomodada.
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