Cinema em casa: A Pele que Habito

Pele em que habito
Data de lançamento: 4 de novembro de 2011
Duração: 1h 57min
Direção: Pedro Almodóvar
Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes
Gêneros Suspense, Drama
Nacionalidade Espanha

Estava buscando um filme de suspense para assistir com o meu namorado no Netflix quando vi este. Coincidentemente, eu havia lido uma resenha sobre o filme recentemente e estava bastante curiosa, pois já havia visto diversos comentários a respeito dele.

No inicio do longa, conhecemos Roberto, um renomado cirurgião plástico, que desde que a sua esposa faleceu e está determinado a construir a pele perfeita. A sua principal paciente, Vera, vive em uma quarto da sua casa. Ela parece ser uma pessoa frágil e não sabemos quem é ou como chegou até ali. Mas, ele a monitora 24 horas por dia através de câmeras de segurança. Entretanto, com o decorrer do tempo, observamos, que Vera está mais perto de ser um rato de laboratório do que uma paciente propriamente dita e começamos a nos questionar a respeito de sua origem.



A esposa de Roberto sofreu um acidente de carro, em que foi acometida por inúmeras queimaduras, mas ela conseguiu sobreviver. No entanto, ela se suicidou ao ver a sua imagem refletida em uma janela. Esse incidente foi testemunhado pela filha do casal, Norma. Depois disso, a menina desencadeou alguns problemas psicológicos. Alguns anos depois, o médico de Norma incentiva que o seu pai a leve para sair e interagir com outras pessoas, pois ela estava apresentando melhoras e isso poderia ajudá-la. Mas, tudo acaba em um  jardim com a jovem desacordada e violada, fazendo com que Norma tenha uma crise sem tamanhos. Roberto fica desolado e começa a bolar um plano para se vingar do responsável por aquela atrocidade.



O filme é um tanto quanto lento, as coisas demoram para se desenrolar e em boa parte do tempo ficamos sem entender muito bem o que está acontecendo ou quem é a Vera. E, ao mesmo tempo, ele nos prende com essa trama de mistério e suspense. Porém, quando tudo finalmente começa a ser revelado, começamos a nos perguntar se realmente queremos saber quais são as respostas para essas perguntas. Não posso dar muitos detalhes ou acabarei soltando spoilers, mas o filme mexe conosco de uma maneira bastante peculiar e confunde a ideia de "certo e errado" ou "vilão e mocinho", com personagens doentios, que gradualmente se entregam à insanidade. Além de contar com um sentimento presente em todo o filme: a vingança.

Acredito que eu não tenha captado toda a simbologia e referências presentes no longa, mas pude perceber depois de uma breve reflexão juntamente com a minha irmã, que A Pele que Habito não fala apenas a respeito de quem realmente somos ou o que aparentamos ser. Mas, sobre a capacidade de se encontrar o equilíbrio dento de si mesmo e à surpreendente vontade de viver intrínseca ao ser humano, que por mais que sofra, não pode ser completamente destruído. Porém, de uma forma ou de outra, terminei de assistir ao filme com uma sensação de desgosto e inquietação que foram difíceis de afastar ou de traduzir para vocês. Posso dizer que não é uma produção fácil de assistir ou recomendado para aqueles que desejam ter um momento de relaxamento ou descontração. Pois, é filme denso e pesado.

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