Em cartaz: Convergente


Convergente- Série Divergente#3
Data de lançamento: 10 de março de 2016
Duraçao: 2h 00min
Direção: Robert Schwentke
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Jeff Daniels
Gêneros Ficção científica, Aventura, Ação
Nacionalidade: Eua

Eu estava muito animada pra ver esse filme, até descobrir que ele havia sido dividido em dois, da mesma forma como fizeram com Jogos Vorazes. Mas a meu ver, não tinha muita história que justificasse a divisão. Então, desanimei totalmente e estava insistindo com meu namorado para vermos "Batman x Superman" ao invés de Convergente. Entretanto, ele queria muito ver a sequência e como já tínhamos visto os dois primeiros filmes no cinema, acabei cedendo e fomos ver a terceira adaptação da franquia também.

No final de insurgente, quando o conteúdo da mensagem de Edith Prior foi revelado e o "reinado" de Jeanine teve fim, as facções desmoronaram. Agora é a Evelyn Eaton quem esta no comando (a mãe de Quatro e líder dos sem-facção) e o filme começa exatamente com o julgamento e execução daqueles que estavam ao lado de Jeanine. Evelyn está decidida a não deixar que o sistema de facções volte a ser implementado.  Porém, paira uma dúvida no ar, o que existe depois do muro? Ela acredita que essa pergunta não precisa ser respondida e não permite que os nossos mocinhos se aventurem lá fora. Mas isso obviamente nunca impediu Tris, Quatro, Cristina, Peter, Tori ou qualquer outro membro da Audácia de agir. Então, eles partem para além do muro e Evelyn os declara como traidores.


Muitos fãs de Divergente não gostam quando a série é comparada com Jogos Vorazes, mas curiosamente a Evelyn me lembra muito a Coin e também não parece ser muito melhor que a Jeanine (pena que a Tris não deu uma de Kastniss no final de Insurgente hahahah). E, com suas atitudes autoritárias acaba criando inimizade com Johana Reyes, líder da amizade e, dessa vez, a facção que preza tanto pela paz, talvez não  consiga evitar um conflito...

Os audaciosos ficam bastante surpresos com o que encontram lá fora, toda a tecnologia e a ausência de facções parecem ser a melhor coisa do mundo. Mas não demora muito para que o encantamento se desfaça e eles enxerguem que as mazelas, o egoísmo e a ganância estão em todo lugar, apenas se apresentam de formas distintas e não seria diferente dessa vez. Até porque, de uma forma ou de outra, existe uma segmentação na sociedade além muro, mas ao invés de facções o que conta é a pureza. Então, novamente eles precisam entrar em ação para salvar a a velha Chicago.

Os cenários futuristas ficaram realmente muito bons, mas talvez se o filme tivesse tido um pouco mais de ação teria agrado mais aos seus telespectadores. Eu particularmente não achei o filme ruim, só fiquei incomodada porque a adaptação fugiu do livro, principalmente no final, eles definitivamente poderiam ter acabado a história nesse longa e eu não faço ideia do que irão fazer no próximo. O último filme da saga, Ascendente, está com estréia prevista para junho de 2017. Outra coisa foi que eu não gostei muito da atuação da Shailene Woodley (Tris), ela não me pareceu ter "incorporado" a personagem, ficou muito apagada e as vezes eu tive a impressão dela estar com uma postura um pouco desleixada para alguém que pertence à Audácia. O Miles Teller (Peter) e o Ansel Elgort (Caleb) também poderiam ter se saído melhor. Guardo os elogios apenas para o Theo James (Quatro), que atuou muito bem.

Mas, críticas à parte, aguardo ansiosa pelo próximo filme para saber qual será o desfecho da saga nas telonas. Espero que o novo diretor saiba como surpreender os fãs com um Grand Finale e acabe com todas frustrações dos admiradores da trilogia (ou quadrilogia, no cinema).