Em cartaz: Divertida Mente

Divertida Mente
Duração: 94 min
Direção: Pete Docter
Estúdio: Walt Disney Pictures e Pixar Animation Studios
Distribuição: Walt Disney Studios Motion Pictures
Gênero: Animação
Classificação: Livre


Já aproveitei o inicio das férias e fui assistir a um filme que estava querendo ver faz um tempo. Depois de ler tantos comentários positivos sobre a história, só queria que minhas provas acabassem logo para poder ir ao cinema. rsrs
O filme é realmente muito bom. Não posso dizer que ultrapassou os meus preferidos da Pixar, mas sem dúvida está entre os melhores. *-* 


Tudo se passa dentro da cabeça de Riley. Acompanhamos o surgimento de suas emoções e a forma como vão aprendendo a controlar as reações da menina ao mundo.


A primeira que conhecemos é a Alegria. Ela é a líder do grupo e faz de tudo para que a vida e as lembranças de Riley sejam sempre felizes. Por isso, tenta de todas as formas manter a Tristeza afastada do painel de controle que determina o que a menina vai sentir em cada situação. A Alegria, como o próprio nome diz, está sempre alegre, otimista e tentando deixar as outras emoções animadas e de bem com a vida, para que esse sentimento se reflita nos comandos de cada um. Ela até tenta animar a Tristeza também, mas a função da Tristeza é ser triste... rs Isso faz com que ela seja segregada em alguns momentos e acaba sendo esquecida, atraindo a atenção quando faz alguma besteira na mente da Riley. O Medo é quem cuida da segurança, evitando que a Riley entre em alguma enrascada, mesmo que às vezes ele exagere. A Nojinho cuida para que a Riley não coma nada que pareça estranho demais (como brócolis xD) e também para que ela consiga chamar a atenção das outras pessoas na medida certa. E o Raiva, bem... Cuida dos momentos mais estressantes da vida da Riley.

Sob o comando da Alegria, Riley tem uma vida muito boa com seus pais. Eles moram em Minnesota, ela tem uma ótima melhor amiga e faz parte de um time de hóquei no gelo. Os anos vão passando e sua vida é cheia de felicidades. Até que, quando tem 11 anos, seus pais decidem se mudar para San Francisco. E aí tudo vira de cabeça para baixo. 
Por causa de um erro, Alegria e Tristeza vão parar bem longe da sala de controle. Então elas precisam descobrir uma forma de voltar o mais rápido possível, enquanto as outras emoções ficam tentando realizar a função da Alegria (sem sucesso).
Assim percorremos diversas partes da mente de Riley, conhecendo o funcionamento de cada uma de uma forma inusitada e divertida, enquanto a Alegria e a Tristeza vão percebendo que as duas são igualmente importantes para a vida da menina.


Achei o filme incrível. Eles tiveram uma visão brilhante do funcionamento do cérebro e conseguiram passar isso de um jeito engraçado e inteligente. Achei bastante complexa a forma como tudo foi criado e explicado. Para adultos, é um filme bem interessante. Eles exploraram de tudo, desde as lembranças que surgem do nada (como aquelas músicas de propagandas que nunca saem da nossa cabeça) até a formação dos sonhos e o subconsciente, passando pela formação de personalidade e o armazenamento das memórias de longo prazo. Eu não entendo muito de psicologia, apesar de gostar da área, então não vou entrar numa análise muito profunda, mas recomendo muito para quem gosta (e para quem não gosta também! :D). Para as crianças, é um filme divertido e colorido, que aborda o funcionamento da mente humana de uma forma mais simples. Mas sem dúvida esse tema é amplo e complexo demais para as crianças captarem tudo.
A mensagem que eles passam com a história também é muito relevante. O filme mostra que não só a alegria é importante na vida das pessoas, mas as outras emoções também têm um papel fundamental, inclusive a tristeza, e que às vezes chorar é necessário. Eles ainda conseguem entrar em assuntos como a depressão e as complicadas reviravoltas de emoções que ocorrem quando uma criança vai tornando-se adolescente, sempre de maneira sutil.
Outra coisa que achei muito legal é que as emoções também têm emoções... Elas não ficam presas só ao que elas são. Se acontece alguma coisa feliz, todas ficam felizes; se for algo irritante, todas ficam irritadas. Isso é legal porque no fim das contas tudo o que elas desejam é que a Riley tenha uma vida boa, elas não precisam que a emoção que representam se sobreponha às outras, o que importa é o equilíbrio. Em vários momentos eu fiquei me perguntando se dentro das cabecinhas delas também não existiam emoçõezinhas. rsrs
Eu li também que as formas físicas das emoções foram baseadas em coisas: a Alegria em uma estrela, a Tristeza em uma lágrima, o Raiva em um tijolo, a Nojinho em um brócolis e o Medo em um nervo. Não achei que eles ficaram muito semelhantes à realidade não, mas achei legal comentar. haha 
Enfim, achei o filme lindo, inteligente, emocionante, e recomendo para todos, adultos, crianças, pais, filhos, amigos. Assistam! haha E vejam os créditos também! xD 

Trailers:





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